Trabalhadores do grupo Águas de Portugal em greve dia 24

180409 CartazAdP24Abril 288px PELO AUMENTO DOS SALÁRIOS E UNIFORMIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Os trabalhadores das empresas do grupo Águas de Portugal vão estar em greve no próximo dia 24, exigindo o aumento dos salários, a uniformização dos direitos, a regularização dos vínculos precários, a atribuição de carreiras e categorias que correspondam às profissões efectivas e o estabelecimento das 7 horas diárias e 35 horas semanais.

Ver Comunicado

Ver Cartaz Águas de Portugal

Ver Cartaz EPAL

Som iniciativas

As restrições remuneratórias impostas por sucessivos Orçamentos do Estado aos trabalhadores do sector público, onde se incluem as empresas do grupo Águas de Portugal, conduziram nestes últimos anos à significativa redução dos
salários e à perda de poder de compra.

Tal como a generalidade dos portugueses, também os trabalhadores da AdP sofreram com a tremenda degradação do poder aquisitivo, em consequência do aumento generalizado de preços e da subida de impostos e contribuições.

A pretexto da crise, do défice e da dívida pública, sucessivos governos congelaram os salários no sector e negaram o direito a uma progressão na carreira.

SALÁRIOS DE MISÉRIA

Devido ao congelamento da tabela salarial desde 2009, os quatro primeiros escalões (A, B, C e D) tem o mesmo valor do salário mínimo nacional ou seja 580 euros.

Há trabalhadores em empresas do grupo que auferem um salário de 586 euros desde 2009 e cerca de 700 trabalhadores tem um salário inferior a 750 euros.

ESTAMOS EM LUTA POR:
  • Aumento dos salários
  • Uniformização de direitos (subsídios de turno, refeição, transporte, prevenção) e valorização de um conjunto de subsídios já existentes
  • Regularização dos vínculos precários de todos os trabalhadores que ocupam um posto de trabalho permanente
  • Carreiras e categorias que correspondam às profissões efectivas dos trabalhadores, com regras expressas e objectivas de desenvolvimento profissional
  • Fixação do período normal de trabalho em 7 horas diárias e 35 horas semanais
  • Exercício efectivo do direito de negociação e contratação colectiva
  • Aplicação integral do Acordo Empresa na EPAL a todos os trabalhadores