Comportamento grave e inadmissível
Chegou ao conhecimento do STAL e do SITE-Sul que a Autovision, empresa de trabalho temporário com trabalhadores a desempenhar funções na Amarsul, está a intimidar estes trabalhadores para se apresentarem ao trabalho, fingindo não saber que a greve a decorrer abrange “todos os trabalhadores ao serviço da Amarsul, independentemente do respectivo tipo de vínculo”, conforme consta do pré-aviso de greve.
O STAL e o SITE-Sul condenam, de forma veemente, este comportamento grave e inadmissível, e afirmam que qualquer tentativa de interferir na liberdade de adesão à greve dos trabalhadores faz incorrer quem a pratica em responsabilidade penal, sublinhando que o direito à greve está constitucionalmente reconhecido, e que nenhum empregador, num Estado de Direito Democrático como é Portugal, pode coagir trabalhadores a aderir a uma greve que os abrange, fingindo ignorância sobre o seu enquadramento legal.
O STAL e o SITE-Sul reservam-se ao direito de agir por todos os meios ao seu alcance, contra qualquer pessoa ou empresa que tente interferir no direito à greve destes trabalhadores.
CM Seixal critica funcionamento da Amarsul
O reconhecimento das razões desta greve – que assenta, igualmente, na reivindicação de mais investimento por parte da empresa em prol da prestação de um serviço público de qualidade – é por mais evidente, tendo levado mesmo a Câmara Municipal do Seixal a manifestar hoje, por comunicado, a sua oposição face “ao deficiente funcionamento da Amarsul”, relativamente “à gestão do sistema de recolha de resíduos, uma vez que a empresa deixou de realizar os investimentos necessários, degradando a prestação do serviço às populações”.
Segundo o município seixalense, a situação é visível, por exemplo, no aterro sanitário do Seixal, que "se encontra esgotado", sem que a empresa "mostre sinais de preocupação ambiental", apesar de continuar a aumentar as tarifas cobradas.
Grande participação nos piquetes
A forte adesão dos trabalhadores a esta acção de luta – em que se regista, igualmente, uma grande participação nos piquetes – demonstra, de forma inequívoca, a sua união e determinação para continuar a luta pelas suas reivindicações, designadamente por uma resposta urgente e positiva ao Caderno Reivindicativo já entregue à administração da Amarsul (do Grupo EGF/Mota-Engil), que persiste em ignorar as exigências dos trabalhadores.
A luta dos trabalhadores da Amarsul visa exigir:
- O aumento geral dos salários e dos subsídios de refeição e de transporte;
- A redução do horário de trabalho;
- O fim da precariedade e a regularização laboral dos trabalhadores com vínculo de trabalho temporário;
- O respeito pela contratação colectiva;
- A reversão imediata dos cortes no subsídio de turno;
- A criação de subsídios de insalubridade, penosidade e risco e de risco rodoviário.
Não abdicando de defender os direitos dos trabalhadores, o STAL e o SITE-Sul – que convocaram esta greve – irão continuar a apoiar a justa luta pela sua valorização.
