A cerimónia de inauguração decorreu na passada sexta-feira (dia 22) e contou com a presença de diversos convidados, entre os quais, representantes do STAL, do Município e de organizações sindicais e políticas do distrito.
José Correia, presidente do Sindicado, realçou a importância desta homenagem ao único Prémio Nobel da Literatura em Língua Portuguesa que procura “preservar o exemplo, a memória, as convicções e a forte determinação em defesa da justiça social e dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos, plasmados na vasta obra que nos legou”.
Já António Marques, o curador desta exposição, defende que “é preciso colocar Saramago no lugar que merece” na cultura portuguesa, “cujos degraus percorreu ao longo da sua vida literária, dominando a palavra escrita com grande vigor, engenho e arte”.
Esta iniciativa cultural, pensada para as autarquias locais, estrutura-se sobre um conjunto de painéis com fotografias, pensamentos, estratos das obras e de entrevistas, além de momentos da vida do escritor, cuja dimensão social, cívica, política e cultural se condensa em torno de um desígnio maior: a defesa da condição humana na sua plenitude, dos direitos dos trabalhadores e da liberdade dos povos.
