DIRIGENTES E ACTIVISTAS SINDICAIS CONCENTRAM-SE JUNTO AO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
A presidente do STAL, Cristina Torres, integrou a comitiva da Frente Comum que, esta quarta-feira, entregou ao Governo a “Proposta Reivindicativa Comum” para 2027, aprovada na cimeira dos sindicatos da estrutura sindical realizada também ontem, mas de manhã.
Do documento (entregue no Ministério das Finanças, após a concentração de dirigentes e activistas sindicais, e que resultou da discussão alargada com os trabalhadores e nos sindicatos que integram a Frente Comum) constam – como salienta o seu coordenador, Sebastião Santana – “mais de 80 medidas para responder aos principais problemas que os trabalhadores da Administração Pública enfrentam e, como não podia deixar de ser, as propostas que levarão à melhoria dos Serviços Públicos prestados às populações, bem como as propostas para a solução dos problemas que se arrastam há demasiado tempo”.
Ainda segundo o dirigente, ao proceder à entrega da “PRC2027”, a Frente Comum “não pode deixar de condenar a degradação e o desrespeito pela negociação colectiva, que o Governo tem promovido, o que revela estarmos perante uma escolha política do Executivo, de completo desprezo pelas propostas dos trabalhadores apresentadas por esta frente sindical”.
Entre as prioridades reivindicativas para o próximo ano, destaque para o aumento salarial não inferior a 15%, num mínimo de 150 €, para todos os trabalhadores; o aumento da Base Remuneratória da Administração Pública para 1150 €; a correcção da Tabela Remuneratória Única; a reposição e/ou atribuição do vínculo de nomeação definitiva a todos os trabalhadores que exerçam funções públicas de carácter permanente; aumento do valor de todas as pensões de aposentação e de reforma; a valorização de todas as carreiras e profissões; a revogação do SIADAP; e a reversão do caminho de destruição dos Serviços Públicos, respeitando a Constituição, com especial enfoque nas Funções Sociais do Estado.
Certo é que a luta prossegue já nesta sexta-feira (dia 2) – com uma greve de 24 horas convocada pelos sindicatos da FNSTFPS, o STAL e o STML, com concentração marcada para as 11H na Pç. Figueira com destino ao Ministério das Finanças, pela valorização dos mais de 300 mil trabalhadores integrados nas carreiras gerais e das suas profissões – e no próximo dia 17, com manifestações promovidas pela CGTP-IN no Porto, Coimbra e Lisboa, por melhores salários e de protesto contra o elevado custo de vida.
