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A dignificação da profissão de bombeiro não pode continuar a ser adiada

ComBombeirosPELO CUMPRIMENTO DOS COMPROMISSOS – PELA DIGNIFICAÇÃO DA PROFISSÃO

Os profissionais bombeiros das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários (AHBV) desempenham um papel essencial na protecção de pessoas e bens, sendo reconhecidos pelas populações como um pilar fundamental da Protecção Civil em Portugal.

Apesar disso, continuam a verificar-se condições de trabalho desajustadas face à exigência, risco e responsabilidade das funções desempenhadas, mantendo-se por cumprir compromissos assumidos pelo governo, designadamente junto da Assembleia da República e em diversas intervenções públicas.

É inaceitável que, passados tantos anos, persistam:

  • A ausência de regulamentação da carreira dos bombeiros profissionais das AHBV, mantendo estes trabalhadores sem enquadramento legal adequado, sem progressão definida e sem reconhecimento pleno dos seus direitos;
  • A falta de valorização das Equipas de Intervenção Permanente (EIP), estruturas fundamentais de primeira intervenção, cuja profissionalização e reforço têm sido sucessivamente anunciados, mas não concretizados;
  • A inexistência de um regime justo e uniforme que reconheça a profissão como de risco e desgaste rápido, garantindo condições dignas de trabalho, protecção social e aposentação adequada.

Recordamos que o próprio governo assumiu compromissos claros quanto à criação de um regime jurídico de carreira e à valorização dos profissionais do sector, reconhecendo a necessidade de atrair e fixar trabalhadores e assegurar a sustentabilidade do sistema de protecção civil.

Perante a falta de concretização destas medidas, torna-se indispensável intensificar a acção colectiva.

  • Assim, apelamos à mobilização de todos os profissionais bombeiros das AHBV para:
  • Exigir o cumprimento imediato dos compromissos assumidos pelo governo e pela secretaria de estado da Protecção Civil;
  • Reivindicar a regulamentação urgente da carreira profissional;
  • Lutar pela valorização efectiva das EIP enquanto estrutura profissional de primeira intervenção;
  • Defender o reconhecimento da profissão como de risco e desgaste rápido, com os correspondentes direitos laborais e sociais.

A luta pelos nossos direitos é também a luta por uma Protecção Civil mais forte, justa e eficaz.
Unidos, exigimos respeito, reconhecimento e valorização.

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