Esta decisão representa um retrocesso enorme no imputar das responsabilidades a todos os que, de forma consciente e dolosa, destroem um património incalculável do País e põem em risco a vida das populações e dos bombeiros que combatem estes incêndios, não podendo esquecer também que esta lei contribuirá para atrasar ainda mais toda a investigação das situações que resultam na morte de bombeiros e outros cidadãos.
Esta definição de prioridades é uma afronta e uma falta de respeito pelos bombeiros e por todos os que combatem estes flagelos, indo sem dúvida contribuir para que os incendiários se sintam menos pressionados pela justiça e como tal atacando também a própria noção de prevenção de incêndios.
No momento em que o País, como já vai sendo infelizmente habitual nesta época do ano, se encontra assolado pelos incêndios florestais e 36 concelhos de 12 distritos apresentam risco muito elevado de incêndio, o STAL - Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins, não pode deixar de saudar os milhares de homens e mulheres que abnegadamente combatem esta praga sazonal.
O STAL afirma a sua total solidariedade para com os bombeiros portugueses que combatem os incêndios florestais em defesa do nosso património colectivo, com risco da sua própria vida e exige a reposição da investigação destes crimes como investigação prioritária, assumindo que continuará a combater em defesa dos direitos, condições de vida, de trabalho e respeito pela actividade de todos os bombeiros portugueses.
