Limpeza de Almada em greve contra novos horários

ComunicadoCS Setubal GreveLimpeza a29e6 TRABALHADORES CONCENTRAM-SE NOS ESTALEIROS MUNICIPAIS

Os trabalhadores da limpeza do município de Almada decidiram, dia 11, em plenário, manter a greve de dois dias, convocada para amanhã e sexta-feira, 13 e 14, e concentrarem-se em protesto, nos estaleiros municipais de Vale Figueira Parque, na Sobreda.

O sector está em luta contra a imposição de novos horários de trabalho, que entraram em vigor, ontem, dia 11, sem ter sido alcançado um acordo prévio com os representantes dos trabalhadores, nem ter a aprovação formal dos recursos humanos, mas apenas com a assinatura do director de departamento.

O STAL denuncia igualmente a imposição de serviços mínimos abusivos, bem como as ordens dadas pelo executivo às chefias no sentido de interpelarem directamente os trabalhadores sobre a sua intenção de aderirem à greve, com vista a minimizar os seus impactos.

A paralisação da Limpeza da Câmara Municipal de Almada visa exigir a retirada dos horários impostos, o reforço de meios humanos e técnicos para que o serviço seja prestado não à custa da exploração agravada dos trabalhadores, mas sim através do investimento público desta autarquia.

Durante o Inverno os funcionários da limpeza urbana, responsáveis pela varredura e corte de ervas, trabalham das 08:00 às 16:00 e, no Verão, das 07:00 às 13:00, em regime de jornada contínua.

No entanto, o executivo socialista, liderado por Inês de Medeiros, acrescentou-lhes mais um turno das 12:30 às 18:30.
Já os trabalhadores da recolha urbana trabalham em dois turnos rotativos, das 07:00 às 14:00 e das 22:30 às 05:30, mas a autarquia acrescentou outro horário das 14:00 às 21:00.

Para o STAL, a decisão do município é ilegal, uma vez que está a aplicar a adaptabilidade horária, medida que só pode ser adoptada mediante acordo colectivo até à data inexistente.

A Câmara de Almada informou em comunicado que o Tribunal Arbitral decretou a realização de serviços mínimos nos dois dias de greve, abrangendo 20 por cento do número total de efectivos, decisão que o STAL considera claramente excessiva, visando unicamente diminuir o impacto da paralisação.