Frente Comum defende a ADSE-IP e rejeita a mutualização

FCSAP ADSE 3a0d6CARTA ABERTA AO PRIMEIRO MINISTRO

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública enviou hoje, 23, uma carta aberta ao primeiro-ministro, António Costa, a exigir a manutenção da gestão pública da ADSE.

A Carta Aberta foi divulgada em conferência de imprensa e será entregue ao primeiro ministro e "outras entidades".

A Frente Comum denuncia que o Governo tem vindo, nos últimos anos, a permitir "o arrastamento" de uma gestão sem estratégia e submissa aos interesses dos grandes grupos económicos prestadores de serviços de saúde.

Ver carta aberta

 Os reembolsos estão com um atraso que nunca se viu, e a desculpa é a falta de pessoal", disse Ana Avoila, Coordenadora da Frente Comum.

A Frente Comum, estima, actualmente, uma dívida de 70 milhões de euros aos beneficiários da ADSE e cerca de 600 mil documentos por serem conferidos.

"É urgente a regularização do pagamento dos reembolsos devidos aos beneficiários", referiu.

Para a Frente Comum é também urgente o acerto de contas dos grandes grupos prestadores de serviços na área da saúde, bem como a respectiva actualização das tabelas, assim como a admissão de trabalhadores para a ADSE através de concursos "autónomos e céleres".

Para a Frente Comum a intenção do Governo de transformar a ADSE numa mútua não será para servir os interesses dos trabalhadores da Administração Pública, mas sim os seguros privados e os grandes grupos económicos prestadores de serviços de saúde e para, em definitivo, o Estado se desresponsabilizar das suas obrigações, enquanto entidade empregadora face à saúde dos seus trabalhadores.

Assim, na opinião de Ana Avoila, um dos grandes perigos da passagem para um sistema mutualista é precisamente o não se tratar de um sistema complementar de saúde em que todos são tratados da mesma forma, mas sim de acordo com a idade e respectivo plafond.

"Torna-se uma espécie de seguradora", reiterou a sindicalista referindo que a Frente Comum já declarou a sua "frontal oposição à destruição da ADSE".

A Frente Comum defende uma ADSE pública e ao serviço dos trabalhadores, dotada dos meios indispensáveis para resolver os problemas de forma competente e liberta de interesses e influências dos grupos que procuram a sua captura.

STAL-Informa

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