Trabalhadores do Grupo EGF intensificam a luta

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SECRETÁRIA-GERAL DA CGTP-IN DÁ FORÇA À LUTA NA EGF

Os trabalhadores da ERSUC, Resiestrela e Resinorte (do Grupo EGF, da Mota-Engil) cumprem  dois dias de greve por salários justos, carreiras dignas, suplemento de risco e um acordo que valorize os trabalhadores, e na manhã de terça-feira (29) contaram com a presença solidária da Secretária-Geral da CGTP-IN, cuja presença junto do piquete na ERSUC em Coimbra veio reforçar o ânimo desta acção de luta por justas reivindicações dos trabalhadores.

Álbum dos Piquetes - Facebook

À RTP e Antena 1, que estiveram no local, Isabel Camarinha lembrou o que está em causa nesta grande paralisação: “Aumentos salariais e uma tabela remuneratória única, já que as várias empresas do grupo praticam a tabela salarial que lhes apetece, quando os trabalhadores fazem trabalho igual. Os trabalhadores que ocupam os postos de trabalho permanentes têm direito a vínculos efectivos e a condições de trabalho, numa profissão que é de uma penosidade enorme. Estes trabalhadores exigem condições de segurança e de saúde no local de trabalho e a compensação pelo risco que correm todos os dias pelo trabalho que desenvolvem”.

 

A greve de dois dias (28 e 29 de Dezembro) teve início às 00.00h de segunda-feira (28) e prolonga-se até às 23h59 de terça-feira, registando grande adesão dos trabalhadores, como indicam os números desta acção de luta, que abrange 85 municípios dos distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Vila Real e Viseu.

ERSUC:
- COIMBRA (Rios Frios) e AVEIRO (Eirol) – 100% adesão na recolha selectiva; 95% de adesão geral.

RESIESTRELA:
- CTRSU Quinta das Areias (Alcaria, Fundão) – 100% adesão na recolha selectiva; 75% de adesão geral.

RESINORTE:
- CITVRU CODESSOSO (Celorico de Basto) – 100% de adesão na recolha selectiva; 90% de adesão geral.
- RIBA DE AVE (Quinta do Mato) – 90% de adesão na recolha selectiva; 90% de adesão geral.

Durante estes dois dias de paralisação, os trabalhadores estão concentrados em diversos locais, e contam com a solidariedade da secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, que esteve presente no piquete da ERSUC em Coimbra, terça-feira às 10.00h.

A paralisação dos trabalhadores tem como objectivos exigir:

- A negociação de um Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) que uniformize as regras laborais para todos os trabalhadores do Grupo, que promova e garanta a valorização remuneratória, a dignificação profissional e a qualidade do serviço público prestado;

- O aumento imediato dos salários, dos subsídios de refeição, de transporte e de outras prestações, que reponham o poder de compra perdido nos últimos anos;

- A atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no quadro do surto epidémico que atravessamos, e a regulamentação de um suplemento de risco;

- A valorização das carreiras profissionais, garantindo a progressão e a promoção;

- O respeito pelas normas de saúde e segurança no trabalho.