TRABALHADORES SOLIDÁRIOS EXIGEM IGUALDADE NOS HORÁRIOS
Forte adesão à greve nas Empresas Municipais de Braga

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Os trabalhadores das Empresas Municipais de Braga manifestaram hoje o seu repúdio inequívoco pela política discriminatória da Câmara, aderindo massivamente à greve convocada pelo STAL, com o objectivo de exigir a aplicação das 35 horas a todos os trabalhadores do universo municipal.

O primeiro sinal do êxito da greve foi dado no sector da Higiene e Limpeza nocturna do concelho, onde a adesão à greve foi superior a 50 por cento.

Dos 11 camiões da recolha de resíduos, apenas cinco saíram para os giros, e dos 24 cantoneiros, só 12 pegaram ao serviço, sendo que cinco destes têm contrato em funções públicas, usufruindo por isso do horário das 35 horas.

Nos restantes sectores da Empresa Municipal AGERE, a greve teve as seguintes adesões:
- Edifício principal - encerrado
- Atendimento ao público - encerrado
- Águas: 100%, secção encerrada (assegurado apenas o piquete);
- Saneamento: 100%, secção encerrada (assegurado apenas o piquete);
- ETAR: 100%, secção encerrada (assegurado apenas o piquete);
- ETA: 100%, secção encerrada (assegurado apenas o piquete);
- Secção da varredura da Feira: de 18 trabalhadores, 13 paralisaram;
- Secção da varredura da Ponte: de 12 trabalhadores, 3 paralisaram;
- Secção da varredura da Maximinos: de 12 trabalhadores, 5 paralisaram;
- Secção da varredura da Sotto Mayor: paralisada a 50%.


Adesão de 96 % nos TUB

Nos Transportes Urbanos de Braga (TUB), o nível de adesão ultrapassou todas expectativas, espelhando a extraordinária solidariedade que une trabalhadores com vínculo público e em regime privado na luta por condições iguais.

Pela manhã, apenas quatro de um total de cem autocarros saíram das instalações dos TUB, ou seja, 96 por cento dos trabalhadores aderiram à greve.

Transdev faz transporte ilegal

O STAL acusa a administração dos TUB de ter contratado ilegalmente a empresa privada Transdev para assegurar o transporte entre o centro da cidade e a Rampa da Falperra, onde decorre a Romaria de Santa Marta.

O Sindicato responsabiliza o município por esta violação clara do direito de greve, visando minorar ou anular os efeitos da luta legítima dos trabalhadores.

Unidade é factor decisivo

O STAL saúda os trabalhadores das empresas municipais de Braga (Agere, TUB, InvestBraga e BragaHabit) pelo êxito desta jornada de luta, salientando que a unidade que demonstraram é o factor decisivo para o alcance das justas reivindicações.

A aplicação das 35 horas a todos os trabalhadores, independentemente do vínculo e do local onde exercem funções, é uma medida de elementar justiça pela qual o STAL continuará a bater-se.

O STAL espera que depois desta expressiva jornada de luta o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, se digne a entabular o diálogo com o Sindicato, com vista à eliminação das discriminações de horário e à resolução das situações de trabalho precário, garantindo vínculos efectivos e a inserção em carreiras profissionais.