Pelo pagamento do abono por falhas em atraso

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Os trabalhadores das três piscinas municipais de Coimbra cumpriram dois dias de greve, a 2 e 3 de Maio, com adesão da totalidade dos trabalhadores abrangidos, o que provocou o encerramento de dois dos três equipamentos.

Em causa está o pagamento em atraso do abono para falhas, um subsídio atribuído a quem manuseia dinheiro, devido a 14 funcionárias relativamente ao período entre 2009 e 2017.

As Piscinas Municipais Luís Lopes Conceição, em S. Martinho do Bispo, e as do Complexo Olímpico de Coimbra, na Praça Heróis do Ultramar, na Solum, estiveram completamente encerradas. Apenas as Piscinas Municipais Rui Abreu, na Pedrulha, abriram ao público, apesar de a totalidade dos trabalhadores também aqui terem feito greve.

Uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, de Outubro de 2018, condenou a autarquia a pagar os referidos abonos, mas até agora apenas foram liquidados os montantes referentes a 2018 e 2019.

Os responsáveis do município recusam satisfazer a legítima reivindicação dos trabalhadores, alegando que a decisão do tribunal não menciona o pagamento de retroactivos.

O STAL considera que o pagamento integral dos abonos aos trabalhadores é uma questão de elementar justiça, como de resto confirmou a sentença do Tribunal.

Nesse sentido, o Sindicato apoiará novas acções de luta, incluindo a eventual realização de futuras greves, até que todos os trabalhadores sejam ressarcidos dos montantes a que têm direito.