Greve na Administração Pública com forte expressão nas autarquias

JC Greve27Out thumb PELA REPOSIÇÃO DE DIREITOS E RECUPERAÇÃO DO PODER DE COMPRA

A greve na Administração Pública está a ter um forte impacto na Administração Local, com o encerramento total de várias câmaras e outras entidades e sérias perturbações no funcionamento de serviços essenciais, em particular no sector de recolha de lixo, na higiene urbana e escolas.

Esta greve demonstra que para os trabalhadores das Administrações Públicas, não é suficiente que a proposta de OE preveja apenas o descongelamento das progressões em quatro suaves prestações entre janeiro de 2018 e dezembro de 2019, que reponha apenas para metade o valor do trabalho extraordinário praticado até 2014, mantenha a recusa de aumentar os salários congelados desde 2009 e de recuperação das carreiras destruídas em 2008.

Os dados disponíveis da greve (ver actualização permanente na página do STAL - www.stal.pt) permitem-nos afirmar que:

Distrito de Lisboa

No distrito da capital é de destacar a adesão total no sector da recolha nocturna nos SIMAR (municípios de Loures e Odivelas), registando-se fortes perturbações no funcionamento deste e de outros sectores nos municípios da Amadora e Mafra, bem como em numerosas freguesias.

Nos SMAS de Sintra, a adesão à greve elevou-se a 90% no sector operacional, a 60% no sector administrativo e a tesouraria encerrou; o sector operacional do município parou a 80% e o administrativo a 40%.

Distrito de Setúbal

A recolha nocturna de resíduos paralisou totalmente nos concelhos de Almada, Moita, Palmela, Seixal e Setúbal e a diurna em Santiago do Cacém, Sines, Palmela, Grândola, Barreiro, Almada e Alcácer do Sal.

A Camara de Palmela e SMAS de Almada encerraram. Neste distrito várias juntas de freguesia viram as suas instalações encerradas.

Em Santiago do Cacém e Alcácer do Sal encerraram os serviços administrativos e operativos e sete das oito juntas de freguesia de Santiago não abriram portas. Em Grândola e Sines a greve foi seguida por 88 e 94 por cento dos trabalhadores dos serviços administrativos e operativos, respetivamente.

Distrito de Portalegre

Portalegre: SMAS (transportes 100%); Campo Maior: transportes escolares, higiene urbana diurna e estaleiros municipais (100%); Crato: adesão global de 75 por cento; Avis: estaleiros, serviços gerais, sectores administrativo, águas, operacional e sede (90%); Ponte-de-Sor: Junta de Freguesia de Galveias encerrada.

Distrito de Évora

Évora: sector da recolha nocturna (100%); Mora: sector administrativo, Fluviário, Museu e Estaleiros paralisaram a 100%; todas as freguesias e escolas encerraram; Arraiolos: recolha nocturna e sectores administrativo e operacional (100%), junta de freguesia de Arraiolos encerrada assim como todas as escolas; Borba e Portel sectores operacionais parados a 65% e 81% respectivamente; Vendas Novas, adesão global de 77%; Redondo sector administrativo (60%).

Distrito de Beja

Aljustrel: adesão global (80%); Almodôvar: 75%; Alvito: 85%; Beja: 80%; Ferreira do Alentejo: 65%; Moura: 55%; Mértola: 75%; Serpa: 100%; Vidigueira: 80%.

Algarve

Faro: agrupamento de escolas (100%), jardins (98%); Albufeira: edifício (70%), estaleiros (50%), escolas encerradas. Alcoutim: câmara (60%), escola de Martim Longo encerrada; Castro Marim: armazéns municipais (70%), edifício sede (40%). Lagoa: escolas e biblioteca encerradas. Loulé: escolas encerradas; Monchique: várias escolas encerradas; Olhão: todas as escolas encerradas; Portimão: escolas encerradas; São Brás de Alportel: contabilidade (100%), lixo (50%), escolas encerradas; Silves: edifício sede (40%), águas (50%), escolas e jardins-de-infância encerrados, Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines (50%). Tavira: oficinas (99%).

Distrito do Porto

Paralisações em Vila do Conde, com uma adesão global de 90% no conjunto dos serviços; Matosinhos, com uma adesão global de 60%; na Lousada, com duas escolas encerradas, o sector dos jardins paralisado a 60% e o jardim-de-infância a 80%; Gondomar, com o sector operacional paralisado a 40%.

Distrito de Braga

Braga – AGERE: sector operacional encerrado, sector de águas e saneamento parado a 90% e varredura a 50%; TUB: agentes únicos, 50%, e oficinas, 95%); Barcelos, electricistas (100%), recolha do lixo (90%) e motoristas (50%); Fafe: secretaria municipal, biblioteca e Jardim do Calvário (100%); Guimarães: recolha diurna, (80%) e sector dos arruamentos (50%); Vieira do Minho: sector operacional (85%); Vizela: jardins (100%), higiene e limpeza (80%), obras municipais (85%).

Distrito de Viana do Castelo

Viana do Castelo: SMAS (administrativos, 80%, e Água e saneamento 90%), piscina do Atlântico (100%), União de Freguesias (100%), cinco escolas encerradas; Caminha e Paredes de Coura: bibliotecas (100%); Ponte de Lima: secretaria e tesouraria (100%); Valença: refeitório municipal e escolas (100%); Vila Nova de Cerveira, escolas, recolha diurna e jardins (100%).

Distrito de Bragança

Transportes urbanos de Bragança: turno manhã (30%), armazéns municipais (100%), escola primária de Alfândega da Fé (100%).

Distrito da Guarda

Guarda: higiene urbana diurna (72%), estaleiros e sector operacional dos SMAS (93%), estaleiros da câmara (83%); Pinhel: sector administrativo dos SMAS (100%); Seia: estaleiros, higiene urbana e recolha diurna, sector águas, sector de transportes e sector operacional (41%); Manteigas: estaleiros municipais (83%); Gouveia: estaleiros (50%).

Madeira

Funchal: recolha nocturna (80%) e higiene urbana nocturna (85%); Câmara de Lobos: recolha e higiene urbana (50%); Calheta: contabilidade encerrada.

São ainda de salientar as importantes adesões nos Transportes Urbanos de Coimbra e no sector operacional da Câmara (ambas de 60%); o encerramento de dois agrupamentos de escolas no município de Castelo Branco; o encerramento dos estaleiros e sector operacional da CM da Marinha Grande, bem como o encerramento da empresa Águas Públicas do Alentejo.

Dados de adesão: