“SERÃO OS TRABALHADORES, COMO SEMPRE, A DEFINIR O SEU PRÓPRIO FUTURO”
Dirigentes, delegados e activistas do STAL reforçaram a concentração convocada pela CGTP-IN junto ao Ministério do Trabalho, em protesto contra a tentativa do Governo de a excluir da negociação do “pacote laboral”, que a ministra do Trabalho promoveu, esta tarde, com a UGT e as confederações patronais.
A delegação da CGTP-IN apresentou-se no Ministério do Trabalho para reafirmar as propostas e soluções para a legislação laboral que apresentou “diversas vezes” e que quer ver discutidas no âmbito da discussão das alterações à legislação laboral, tendo, porém, sido recebida apenas por um assessor.
Perante esta forma de tratar a Intersindical, o secretário-geral (Tiago Oliveira) não hesita em afirmar que se trata de “um Governo anti-democrático, que não quer discutir as propostas dos trabalhadores, que tem uma agenda própria e que está a fazer tudo por tudo para atingir os seus objectivos”.
A Intersindical rebateu, mais uma vez, a “ideia errada propalada pelo Governo” de que não está disponível para negociar as alterações à legislação laboral, e, na sua intervenção, Tiago Oliveira foi taxativo: “Não aceitamos a tentativa de exclusão da CGTP-IN de nenhum espaço de discussão onde sejam discutidos problemas dos trabalhadores, e afirmamos que nenhum processo é válido com a exclusão da CGTP-IN.”
A LUTA CONTINUA!
Salientando que “este ‘pacote laboral’ não serve a quem trabalha nem ao País, e põe em causa, entre outros, o direito ao trabalho, à segurança no emprego, à contratação colectiva, à liberdade sindical e à protecção social dos trabalhadores”, o dirigente da Intersindical defende que “é preciso alterar a legislação do trabalho, mas no sentido do progresso ao serviço dos trabalhadores e do País, e não para ainda mais retrocessos”.
Por fim, lembrando as grandes acções de luta recentes – como a Greve Geral de 11 de Dezembro, o abaixo-assinado subscrito por mais de 190 mil trabalhadores ou a manifestação de 28 de Fevereiro –, Tiago Oliveira reafirmou que “serão os trabalhadores, como sempre, a definir o seu próprio futuro”, e que é com “a luta de quem trabalha que vamos continuar a contar”.