BASTA DE EXPLORAÇÃO, BAIXOS SALÁRIOS E ATAQUE AOS DIREITOS!
Trabalhadores de todos os sectores – com destaque para os da Administração Local e empresas concessionárias, que marcaram forte presença – manifestaram-se esta tarde (entre o Saldanha e a Assembleia da República) contra o “pacote laboral” e as políticas empobrecimento que o governo PSD-CDS tem prosseguido, com o apoio da IL e CH.
Numa altura em que o Governo e as confederações patronais tentam impor as gravosas propostas de alteração à legislação laboral – e que representam um ataque directo aos nossos direitos –, os trabalhadores reafirmaram, junto ao Parlamento, a sua rejeição do “pacote laboral”, cujas mais de 100 alterações reduzem ou retiram os nossos direitos.
A resposta ao aumento da exploração e das desigualdades é a luta por uma legislação laboral que garanta os direitos dos trabalhadores e o desenvolvimento do País, que respeite a contratação colectiva e a liberdade sindical, que cumpra a Constituição e os valores de Abril.
Esta tarde, e à semelhança do que sucedeu em vários momentos – como no protesto de 28 de Fevereiro ou na Greve Geral de 11 de Dezembro –, os manifestantes voltaram a exigir outro rumo para o País, com o trabalho e os trabalhadores no centro de uma política de desenvolvimento e progresso.
UM NOVO RUMO PARA O PAÍS!
A grande adesão a mais esta acção de luta convocada pela CGTP-IN – a que se juntaram muitos outros milhares de trabalhadores que, por todo o País e de todos os sectores, fizeram greve – é bem demonstrativa do descontentamento generalizado face às políticas de direita, assentes em baixos salários, precariedade laboral e num claro desinvestimento nos Serviços Públicos e nas Funções Sociais do Estado.
Os trabalhadores já não conseguem viver do seu trabalho e a generalidade das famílias enfrenta grandes dificuldades para suportar o aumento brutal dos bens e produtos de primeira necessidade, seja alimentação, energia ou habitação.
Os baixos salários praticados e o real custo de vida empurram as famílias para a sobrevivência, uma triste realidade em Portugal. Já os grandes grupos económicos apresentam lucros descomunais: os cinco maiores bancos tiveram lucros totais superiores a 5000 milhões de euros (M€) em 2025 (+5,9%), tornando-se os mais rentáveis da zona Euro! A Galp e a EDP superaram os 1100 M€; a Sonae 247 M€ e a Jerónimo Martins aproximou-se dos 650 M€!
É preciso alterar o rumo das políticas no País, favorecendo os trabalhadores e os reformados/pensionistas, ao colocá-los no centro das preocupações de quem governa.
ABRIL E MAIO DE LUTA
A luta prossegue nos próximos dias 25 – com as comemorações populares da Revolução de Abril, este ano assinalando os 50 anos da Constituição – e 1 de Maio, nas acções da CGTP-IN, com os trabalhadores fortemente mobilizados para reafirmar a data como outra grande jornada de luta contra o “pacote laboral”, em acções por todo País, em defesa dos seus direitos e de melhores condições de vida e de trabalho.