COMEMORAÇÕES POPULARES DO 25 DE ABRIL
Assinalar a Revolução de Abril é reafirmar as razões que levaram ao derrube (há 52 anos) do brutal regime fascista, a liberdade, os valores e as conquistas alcançadas pelo Povo, e defender a Constituição, que este ano celebra o seu 50.º aniversário.
À semelhança do que sucedeu um pouco por todo o País, a Av. Liberdade, em Lisboa, voltou hoje a encher-se de milhares de pessoas, que se associaram às comemorações dos 52 anos da "Revolução dos Cravos”.
Os dirigentes, activistas e delegados do STAL, a par dos trabalhadores da Administração Local e sector empresarial, marcaram forte presença na capital e noutras iniciativas, de Norte a Sul, reafirmando os valores e o ideário da Revolução de 25 de Abril de 1974, que abriu as portas à Liberdade, à Democracia e à consagração constitucional de direitos políticos, sociais, económicos e culturais que transformaram profundamente a vida dos trabalhadores e do Povo.
Hoje, quando assinalamos 50 anos da Constituição, esses mesmos direitos estão de novo sob ataque, com a direita e a extrema-direita (PSD, CDS, IL e Chega) a procurar reescrever a História, desvalorizar Abril, relativizar a Lei Fundamental e apresentar como “modernização” o que não passa de regressão social, desregulação e limitação dos direitos dos trabalhadores.
1.º MAIO: GRANDE JORNADA DE LUTA
Inspirados nos valores de Liberdade, Justiça Social, Solidariedade e Democracia da Revolução de Abril, reafirmamos ser tempo de resistir e avançar. Defender firmemente as conquistas de Abril, cumpri-las e aprofundá-las é a nossa resposta à tentativa de retrocesso social e civilizacional que as forças de direita e da extrema-direita querem impor, nomeadamente procurando aprovar um gravoso “pacote laboral” e ao prosseguirem com a política de empobrecimento.
Mas, tal como a história dos 50 anos do STAL demonstra, é por meio da persistência, da mobilização e da acção colectiva que se conquistam e defendem direitos.
A luta sindical continua a ser um instrumento essencial de transformação social. E o nosso futuro será determinado pela nossa capacidade de lutar, de resistir e de construir outro rumo para o País! E com trabalhadores conscientes, organizados, unidos e mobilizados será possível travar os ataques e avançar na conquista de novos direitos!
E a luta prossegue já no 1.º de Maio, apelando o STAL à forte mobilização e participação nas comemorações do Dia Internacional do Trabalhador promovidas pela CGTP-IN em todo o País, tornando-o em mais uma grande jornada de luta!