Os trabalhadores não aceitam continuar a empobrecer!

Cartaz empobrecimento 5f69a A proposta do Governo PS para 2023, à semelhança do que sucede este ano, insiste no caminho do empobrecimento, dos baixos salários, da injustiça imposta pelo SIADAP, da compressão da TRU, e da destruição das carreiras.

Este ano, o governo PS impôs aos trabalhadores da Administração Pública uma “actualização” dos salários de 0,9%. Ora, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE) que a taxa de inflação atingiu os 10,1% em Outubro; estimando em 7,8% o valor médio para este ano.

Também em Outubro, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) relativo aos produtos energéticos atingiu os 27,6%, enquanto o IPC referente aos produtos alimentares não transformados acelerou para 18,9%. São os valores mais altos desde 1992!
Por classes das despesas, o INE destaca a subida de preços, em termos homólogos, nas seguintes categorias:

– Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis: +18,5%;

– Bens alimentares e bebidas não alcoólicas: +18,6%;

– Gás natural: +151,8%.

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O EXTRAORDINÁRIO PEQUENO APOIO E O ROUBO NAS PENSÕES DE 2023

Para “compensar” esta (des) “actualização” salarial, o mesmo governo PS, com os bolsos a abarrotar de milhares de milhões arrecadados pelos impostos – só entre Janeiro e Junho, entraram nos cofres públicos quase 23,3 mil milhões de euros, ou seja + 30,4% – atribuiu em Outubro um dito “apoio extraordinário” de 125 €, 50 € por filho e meia pensão, que se vai traduzir num “roubo” das pensões a partir de 2023.

Já um estudo recente do economista Eugénio Rosa (divulgado a 12 de Novembro e que cita dados do INE) indica que, entre Março de 2021 e Setembro de 2022, os trabalhadores da Administração Pública perderam 101 € de poder de compra. E que entre Fevereiro e Setembro, a remuneração base média mensal real diminuiu em 65 € nas Administrações Públicas (Central, Regional e Local), passando de 1382 € para 1317 €.

TRABALHADORES AINDA MAIS POBRES EM 2023!

A proposta do Governo PS para 2023 insiste no caminho do empobrecimento, dos baixos salários, da injustiça imposta pelo SIADAP, da compressão da TRU e da destruição das carreiras.

Senão, vejamos: o governo PS propõe uma subida média dos salários em 3,6% (variando entre os 8% e os 2%), da qual resulta o aumento de 52,11€. Mas o Conselho de Finanças Públicas prevê uma taxa de inflação de 5,1% em 2023.
Ou seja, mesmo com o aumento dos 52 € em 2023, os trabalhadores estarão mais pobres do que hoje, dado que, para muitos, só o aumento da prestação do crédito à habitação ultrapassa os 52 €! E mesmo que a inflação baixe, os preços não irão baixar!

Os governos de António Costa são responsáveis pelo actual estado de degradação dos salários e das condições de vida dos trabalhadores da Administração Pública – e em particular dos da Administração Local –, tendo encenado uma verdadeira farsa negocial com algumas estruturas sindicais da Administração Pública no sentido de instalar a confusão nos locais de trabalho e gerar dúvidas sobre a necessidade da luta.

Mas esta encenação foi, desde logo, denunciada pela Frente Comum, que prontamente deixou claro que não assinaria este acordo porque não negoceia o empobrecimento dos trabalhadores!

O STAL reafirma a necessidade da luta para obrigar o governo PS a inverter este caminho de empobrecimento.

VAMOS À LUTA JÁ NO DIA 18, NA GREVE NACIONAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. MOBILIZA E PARTICIPA. UNIDOS SOMOS MAIS FORTES!