PROTESTO JUNTO À CM CASTELO BRANCO NA SEXTA (DIA 27)
Salários e trabalho suplementar em atraso ou pagos muito além da data, não entrega de recibos de vencimento, insegurança laboral e falta de material para o desempenho adequado das tarefas são a realidade destas trabalhadoras, o que é do conhecimento da ACT e da autarquia.
Trabalhadoras da empresa Check-up Casa concentraram-se (na sexta-feira, 27) junto à Câmara Municipal de Castelo Branco para exigir mais respeito pelos seus direitos e o pagamento imediato dos salários em atraso.
Estas trabalhadoras, que asseguram diariamente a limpeza e higiene de diversas instalações e equipamentos municipais, enfrentam o sistemático desrespeito pelos seus direitos por parte da empresa.
Nos últimos anos, o STAL fez várias queixas à Autoridade para as Condições de Trabalho, que confirmou a violação de direitos praticada pela Check-up Casa, bem como à autarquia de Castelo Branco, sobre a situação insustentável destas trabalhadoras, exigindo ao Município, enquanto entidade contratante, que assegure que os trabalhadores que lhe prestam serviços usufruem de condições de trabalho dignas.
No entanto, a situação tem-se arrastado, pelo que o STAL exige que, com urgência, se encontre as devidas respostas e soluções para a difícil situação das trabalhadoras.
RESPEITO PELOS DIREITOS DOS TRABALHADORES
É necessário que a empresa cumpra imediatamente com as suas obrigações, pagando o que deve às trabalhadoras, respeitando os seus direitos! Assim como é necessário que a autarquia assuma a responsabilidade social (que não se esgota na contratação do serviço), assegurando que os direitos das trabalhadoras são integralmente respeitados.
Este caso demonstra ainda, claramente, que a externalização destes serviços e a lógica de redução de custos prejudica gravemente os trabalhadores, a qualidade dos serviços e abre caminho à desresponsabilização, quer de quem contrata, quer de quem presta estes serviços.
Ou seja, enquanto a Câmara acusa a empresa, esta acusa a Câmara, acabando por ser as trabalhadoras a pagar “a factura” desta situação, o que é inaceitável!
O STAL exige respostas e soluções que garantam a estas trabalhadoras a dignidade a que têm direito, apelando, igualmente, à solidariedade dos trabalhadores municipais para com estas trabalhadoras.