ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA | 13H30
No momento da votação na generalidade, os trabalhadores exigem aos partidos políticos que respeitem a sua vontade, bem expressa nas várias lutas desenvolvidas, e que rejeitem esta “declaração de guerra” aos seus direitos. É tempo de dizer “não” a mais exploração, injustiças e desigualdades!
A grande adesão à Greve Geral de 3 de Junho por parte dos trabalhadores – e, em particular, dos da Administração Local e das empresas concessionárias, que aderiram em força, mobilizaram-se e participaram activamente em concentrações e piquetes por todo o País – foi mais um grande momento de rejeição do “pacote laboral” e uma clara demonstração do seu profundo descontentamento com a política do governo PSD-CDS.
Mas, é preciso continuar essa luta, com o mesmo sentido de unidade e firmeza, nomeadamente no próximo dia 18, data em que a proposta de alteração à legislação laboral apresentada pelo governo PSD-CDS será discutida, na generalidade, na Assembleia da República.
É preciso demonstrar, sem margem para dúvidas, a vontade determinada dos trabalhadores em derrotar este “pacote laboral”, que representa uma “declaração de guerra” aos seus direitos!
Uma luta que é, também, contra o aumento do custo de vida, por melhores salários e pensões. Em suma, por uma vida melhor para todos.
É tempo de dizer “não” a mais exploração, mais injustiças e mais desigualdades!
NÃO ACEITAMOS RETROCESSOS!
Impõe-se o voto contra o “pacote laboral”, mas também contra qualquer tentativa de o deixar passar à especialidade sem votação, pois a abstenção significaria permitir o andamento do “pacote laboral”, que foi amplamente rejeitado pelos trabalhadores, nomeadamente nas duas greves gerais (11/Dez. e 3/Jun.) e em diversas grandes manifestações nacionais.
Os partidos políticos que não votarem contra, independentemente do discurso que façam, serão responsabilizados pelos trabalhadores por essa afronta aos seus direitos!
Não aceitamos retrocessos, como exigimos outro rumo para o País, assente na valorização e no respeito pelos trabalhadores; numa política que defenda e reforce os Serviços Públicos e as Funções Sociais do Estado; e que garanta uma vida digna para todos os que trabalham e trabalharam, tendo como base os direitos de Abril que a Constituição consagra e que têm de ser cumpridos.
Nesta nova fase da luta, exigente, urgente e prolongada, estamos prontos para continuar a dar combate, sem tréguas, à política de ataque aos direitos do governo do PSD-CDS, dos seus aliados do CH e da IL, e dos patrões.
No dia 18 de Junho, vamos exigir aos partidos políticos no Parlamento:
- Respeitem a vontade dos trabalhadores e rejeitem o “pacote laboral”!
- Melhores salários e pensões, uma vida melhor!