TRABALHADORES DERROTAM O “PACOTE LABORAL”
A força dos trabalhadores e acção reivindicativa dos sindicatos não terminam aqui. É essencial intensificar – nos locais de trabalho, nas instituições e na rua –a luta por melhores salários e condições laborais, mais direitos, o respeito pela contratação colectiva, profissões e carreiras dignificadas e pela liberdade sindical!
Visivelmente emocionado, à saída da Assembleia da República, Tiago Oliveira (secretário-geral da CGTP-IN) era o rosto da satisfação pelo desfecho da luta determinada de todos os trabalhadores portugueses: a derrota do “pacote laboral”!
“Uma forte saudação e uma palavra de gratidão aos trabalhadores, os verdadeiros obreiros desta derrota, cuja luta, empenho e unidade foram decisivos. Eles foram a peça-chave que determinou o posicionamento dos partidos políticos que hoje votaram contra este ‘pacote laboral’”, declarou Tiago Oliveira, pouco depois do “chumbo” da reforma laboral no Parlamento.
O dirigente da Intersindical acrescentou, ainda, que “hoje fica provado que, tal como a CGTP-IN sempre disse, seria a luta dos trabalhadores que determinaria este processo. Fomos muitos a lutar pelo mesmo objectivo: a valorização de quem trabalha, dos salários, a criação de melhores condições de vida. Hoje é dia de festejar esta grande vitória!”
UNIDOS SOMOS MAIS FORTES!
O “chumbo” na generalidade, esta manhã, das alterações à legislação laboral propostas pelo governo PSD-CDS é o resultado directo da grande mobilização e da firme unidade dos trabalhadores – com especial empenho dos da Administração Local e do sector empresarial –, que, ao longo de 11 meses, em diversas ocasiões sempre manifestaram a firme rejeição das intenções do Governo e do patronato.
Convictos, desde o início, de que a razão está do seu lado, os trabalhadores aderiram massivamente a duas greves gerais, mais de 190 mil subscreveram o respectivo abaixo-assinado, e vários milhares participaram em concentrações por todo o País e protestaram na rua em diversas ocasiões.
Esta copiosa derrota do Governo e das forças que o apoiam (o patronato e a extrema-direita da IL e CH) só prova, se dúvida houvesse, de que a unidade e a firmeza dos trabalhadores, unidos em torno dos sindicatos de classe, como o STAL – que, numa intervenção incansável, os mobilizaram, esclareceram e informaram – são essenciais para garantir uma vida melhor.
E é esse sentido de luta e de certeza de que a razão está do seu lado que assegurará mais direitos e que os seus legítimos interesses serão respeitados.