FUTURO COM DIREITOS, IGUALDADE E RESPEITO PELO TRABALHO
É um espaço de democracia participativa, e a sua força depende dos trabalhadores que o constroem diariamente. Sem a sua mobilização e unidade, o sindicalismo perde vitalidade; com elas, ganha poder de transformação.
Um sindicato de classe assenta numa visão de transformação social: melhores condições de trabalho implicam melhores condições de vida, mais justiça social, menos desigualdade e mais democracia nos locais de trabalho, entre outros. Intervém nos locais de trabalho e promove a consciência de classe, a mobilização colectiva e o combate à exploração e precariedade.
Num tempo em que o trabalho se torna cada vez mais precário, fragmentado e desvalorizado, os sindicatos de classe assumem uma importância renovada. E longe de ser apenas uma estrutura de apoio jurídico ou técnico, é uma força social e política, expressão da solidariedade e da consciência de classe. Nasce da convicção de que, num sistema em que o lucro se sobrepõe às pessoas, a unidade dos trabalhadores é a única forma de equilibrar o poder e de conquistar dignidade.
O sindicalismo de classe parte de uma ideia central: a de que a relação entre o capital e o trabalho é desigual e marcada por interesses opostos, sendo essa tensão o “motor” da luta sindical, e o que diferencia o sindicalismo de classe de outras formas de organização laboral.
A sua missão é ampla: defender direitos, mas também construir consciência colectiva, fortalecer a solidariedade e afirmar o valor social do trabalho. Entre as suas funções estão:
- Negociar colectivamente salários, horários e condições laborais;
- Proteger juridicamente os trabalhadores em casos de injustiça ou abuso;
- Organizar acções reivindicativas: greves, protestos, petições e campanhas públicas;
- Promover formação, informação e mobilização, estimulando a participação activa;
- Intervir na sociedade, defendendo políticas públicas e serviços de qualidade.
O STAL: 50 ANOS DE LUTA E COMPROMISSO
O STAL é um exemplo vivo e combativo do sindicalismo de classe em Portugal. Fundado em 24 de Agosto de 1975, no Porto, poucos meses após a Revolução de Abril, o STAL nasceu da energia e da esperança dos trabalhadores das Autarquias que – após 48 anos de um regime fascista brutalmente opressor – (re)conquistaram a dignidade usurpada e direitos.
Representando trabalhadores da Administração Local e do sector empresarial, o STAL assumiu, desde o início, uma posição clara: defender os trabalhadores, o Poder Local Democrático e os Serviços Públicos.
Em 2025, o STAL celebra 50 anos de luta, solidariedade e conquistas. Meio século de história que se confunde com as grandes batalhas sociais e laborais do País: desde a defesa das autarquias e dos Serviços Públicos à luta contra a privatização da água, do saneamento e dos resíduos.
Ao longo destas cinco décadas, o STAL foi protagonista em numerosas lutas decisivas. Esteve na “linha da frente” contra as políticas de austeridade que cortaram salários, eliminaram direitos e precarizaram o emprego público; foi uma das vozes mais firmes contra a tentativa de mercantilizar serviços essenciais, denunciando que os Serviços Públicos não são um negócio, mas um direito das populações.
LUTAR POR DIREITOS, DEFENDER O SECTOR PÚBLICO
A luta do STAL pela gestão pública da água, saneamento e resíduos tornou-se referência nacional, sendo uma voz activa contra a entrega de Serviços Públicos ao sector privado e contra a degradação imposta pela lógica do lucro.
O Sindicato defende a contratação pública, a valorização das carreiras e a dignificação dos trabalhadores da Administração Local e do sector empresarial; tem lutado pela aplicação da jornada laboral de 35 horas semanais, pela reposição de rendimentos, pela revisão de carreiras e pelo reconhecimento do papel fundamental de quem assegura, diariamente, o funcionamento dos serviços municipais e intermunicipais.
A sua acção combina reivindicação social e visão política: o STAL entende que a defesa dos trabalhadores está intimamente ligada à defesa da democracia, da coesão social e de um Estado que sirva o Povo.
O STAL distingue-se, também, pela sua independência face ao poder político e económico. Independência essa que não significa neutralidade, mas sim compromisso firme com os trabalhadores e com a defesa intransigente dos seus interesses de classe.
O nosso sindicato mantém uma estrutura democrática e participativa, em que as decisões são tomadas colectivamente, através dos plenários, assembleias e órgãos eleitos pelos trabalhadores. Essa base sólida garante-lhe legitimidade e credibilidade, tanto nas negociações como na acção pública.
A força do STAL vem da sua base: trabalhadores unidos pela solidariedade e pela convicção de que só juntos podem mudar a sua realidade!
UM SINDICATO PARA O PRESENTE E O FUTURO
O mundo do trabalho está em mudança. A tecnologia, a automação e a precarização colocam novos desafios aos direitos laborais. Muitos jovens entram no mercado de trabalho sem estabilidade nem perspetiva de carreira. E o sindicalismo de classe, longe de ser uma memória, é a resposta necessária a essa nova realidade.
O STAL enfrenta esses desafios com a mesma determinação que marcou a sua origem: reforça a organização nos locais de trabalho, aposta nos jovens trabalhadores, promove a igualdade entre mulheres e homens, defende o ambiente e o desenvolvimento sustentável.
Ao celebrar meio século de existência, o STAL reafirma-se como um sindicato de futuro, que olha para as novas gerações e para as transformações sociais sem abdicar dos seus princípios. A sua luta é pela dignidade do trabalho, pela justiça social e pela democracia participativa que nasce da força dos trabalhadores.