
O ano de 2025 fica marcado pelo feroz ataque do governo PSD-CDS – com o apoio do CH e IL – aos Serviços Públicos e às Funções Sociais do Estado, materializado no desinvestimento e degradação desses serviços essenciais, visando criar as condições para que os grupos económicos se apoderem do SNS, da Educação e da Segurança Social (e assim satisfazer a sua ganância de lucro) e pela tentativa de desferir o mais violento ataque aos direitos dos trabalhadores com o “pacote laboral”.
Mas, a maior marca de 2025 foi deixada pelos trabalhadores que, percebendo as verdadeiras intenções do Governo, rejeitaram o “pacote laboral” com uma grandiosa participação na “Marcha Nacional” (8/11) e adesão à Greve Geral (GG - 11/12), ambas convocadas pela CGTP-IN.
O Governo pretende piorar uma lei que já é altamente prejudicial para quem trabalha e usá-la como “arma” contra os trabalhadores. Quer perpetuar os baixos salários, impor os despedimentos sem justa causa, agravar e eternizar a precariedade, desregular e prolongar ainda mais os horários de trabalho, atacar os direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação colectiva e os direitos nela consagrados, atacar a liberdade sindical e o direito de greve.
«Querem-nos negar uma vida melhor, condenar a uma vida de precariedade e sem direitos, calados e amarrados, sempre disponíveis para o trabalho e, se possível, amordaçados», afirmou o secretário-geral da CGTP-IN.
Não. Não nos resignamos nem nos calamos! O “pacote laboral” tem que ser derrotado! E é necessário que os trabalhadores se mantenham firmes neste combate!
A força imensa de quem produz a riqueza e de quem mantém o País a funcionar, demonstrada na GG, serve de aviso a quem considera que a “voz dos trabalhadores” não conta. Será esta força imensa que dará expressão e continuação a qualquer luta que seja necessária desenvolver, com confiança, determinação e de olhos posto num futuro de progresso e justiça social.
Há quem queira o Mundo de “pernas para o ar”.
Começamos 2026 com o Mundo “salpicado” de guerras ou ameaçado por elas, no Leste da Europa, Médio Oriente, Ásia, África ou na América do Sul. Move-os o negócio das armas, o petróleo, as terras raras… A ganância do capitalismo mais feroz, sedento de cada vez maior concentração da riqueza. E há quem alegue que defende a Paz… armando uma das partes em conflito (alimentando o lucrativo negócio do armamento). É querer “apagar” o fogo com gasolina e “solidariamente” afirmar: “Quanto mais ardes mais eu gosto de ti!” Mas, a luta dos povos pela sua soberania, pela Justiça e pela Paz vencerão!
50 anos da Constituição Portuguesa e de Poder Local Democrático.
É urgente que se cumpram, a bem do País! Porque, como diz a canção, “Só há Liberdade a sério quando houver Paz, Pão, Habitação, Saúde, Educação”… para TODOS!