GREVE GERAL COM FORTE ADESÃO E “MARCHA” JUNTA MAIS DE 100 MIL EM LISBOA
As mais de 190 mil assinaturas recolhidas, a elevada adesão à Greve Geral e a Marcha Nacional contra o “pacote laboral” demonstram a firme rejeição às alterações à legislação laboral que o governo PSD-CDS quer impor, e que, se fossem postas em prática, representariam um enorme retrocesso nos direitos dos trabalhadores.
Greve Geral saldou-se pela grande mobilização e adesão massiva dos trabalhadores da Administração Pública – com destaque para os da Administração Local e empresas concessionárias – e do sector privado, constituindo uma poderosa resposta à violenta ofensiva que representa o “pacote laboral” e a política de direita ao serviço dos
grupos económicos e financeiros que ataca salários, direitos e Serviços Públicos, protagonizada pelo governo do PSD/CDS e apoiada pelo CH e IL.
Na intervenção junto à Assembleia da República, Tiago Oliveira (secretário-geral da CGTP-IN), salientou tratar-se «de uma das maiores greves gerais de sempre, se não mesmo a maior», e alertou: «Querem-nos condenar a uma vida de precariedade e sem direitos, calados e amarrados, sempre disponíveis para o trabalho e, se possível, amordaçados.» Mas, como também sublinhou o dirigente, «o Governo não contou com esta força imensa, de homens e mulheres de luta, com a unidade e a determinação que nasce dos locais de trabalho», indicando que «a luta é o caminho por um rumo diferente».
A Greve Geral foi, igualmente, um “cartão vermelho” às políticas da exploração, desigualdades e empobrecimento que o Governo tem prosseguido e agravado, e cujos violentos impactos são profundamente sentidos pelos trabalhadores por via da perda de rendimentos desde 2009 e pelo agravamento do custo de vida.
Para a presidente do STAL (Cristina Torres), «a grande adesão à Greve Geral, especialmente entre os trabalhadores da Administração Local e empresas concessionárias, foi uma demonstração clara de que não querem perder direitos, continuar a empobrecer e viver numa precariedade laboral constante...», defendendo que «o reforço da luta é essencial para reverter as políticas de direita do Governo, que representam um autêntico assalto aos direitos dos trabalhadores e visam satisfazer os patrões, que desejam ter ao seu serviço trabalhadores descartáveis e com salários de miséria».
LUTAR PARA TRAVAR O RETROCESSO SOCIAL E LABORAL
A Greve Geral foi precedida, a 8 de Novembro, pela “Marcha Nacional contra o Pacote Laboral», que juntou, em Lisboa, mais de 100 mil trabalhadores de todo o País, e de todos os sectores, com destaque para os da Administração Local, que marcaram forte presença nesta grande acção de luta de rejeição das propostas de alteração à legislação laboral do governo PSD-CD, um autêntico “ataque” aos direitos fundamentais. “O que este governo está a fazer é criar as todas as condições para o patronato poder agravar a exploração”, frisa Tiago Oliveira, destacando que o Governo a procurar «atacar e enfraquecer a luta e a organização dos trabalhadores ao mesmo tempo que tenta desregular ainda mais a vida de quem trabalha».
O dirigente da Intersindical salienta, ainda, que «o que este Governo faz, como braço armado do capital, é perpetuar os baixos salários, gerir e dispor do tempo dos trabalhadores, com mais horas de trabalho sem pagamento e condicionar a sua vida pessoal e familiar, aumentar sempre mais o lucro de quem explora».
Os muitos milhares de trabalhadores que protestaram em Lisboa (a que se juntam muitos mais por todo o País) demonstraram a sua firme determinação em continuar a luta para travar o retrocesso social que nos querem impor, e para exigir mais direitos, melhores salários, e condições de trabalho e horários dignos.