P3 129 Editorial f86aa

A recente grande vitória dos trabalhadores, que derrotaram o “pacote laboral” do governo PSD-CDS – apoiado abertamente pela IL e a rejeição contrariada do CH, alinhado com o Governo no ataque violento aos direitos e aos trabalhadores – e dos patrões constitui uma demonstração inequívoca de que a firmeza dos princípios e luta organizada continuam a ser um instrumento decisivo na defesa e conquista de direitos. Num contexto em que se procurava impor retrocessos significativos no mundo do trabalho, foi a mobilização ampla, a unidade e a determinação dos trabalhadores que travaram uma ofensiva que ameaçava desvalorizar salários, fragilizar vínculos laborais e reduzir garantias sociais e direitos conquistados através de muitas lutas.


Este resultado não surgiu por acaso. É fruto de uma acção persistente e determinada do Movimento Sindical Unitário (MSU) – entre os quais o STAL –, que soube convergir vontades, esclarecer consciências e transformar indignação em força colectiva.

A capacidade de organização, de resistência e de intervenção demonstrada reafirma um princípio essencial: nenhum direito é concedido espontaneamente; todos são conquistados e defendidos através da luta.

O momento actual exige a celebração desse percurso, mas também a projecção de novos desafios. Num mercado de trabalho em transformação, marcado pela precariedade, baixos salários, pressão sobre direitos e pela tentativa de desregulação dos horários de trabalho, torna-se ainda mais urgente reforçar o papel do STAL e do MSU.

A derrota do “pacote laboral” não é um ponto final, mas um sinal claro de que a luta vale a pena e dá resultados. Cabe agora aprofundar essa dinâmica, fortalecer a organização sindical e continuar a construir respostas colectivas que garantam a defesa e a conquista de mais direitos, mais justiça social e mais dignidade para todos os trabalhadores. Por isso, a luta é para continuar!

Também uma palavra de forte solidariedade e de apoio incondicional a todos os povos vítimas da brutal agressão do imperialismo global encabeçada pelos EUA e Israel, casos do bloqueio a Cuba e das acções militares mais recentes na Venezuela, Irão, Líbano e Palestina, onde já morreram mais de 73 mil pessoas.

Apesar da firme rejeição por parte dos trabalhadores da guerra, da NATO e da sua agenda, o Governo continua “amarrado” aos ditames dos EUA e da EU, de que a cedência da base das Lajes aos EUA, no âmbito dos ataques ao Irão, é disso exemplo.

O MSU e o STAL têm uma longa tradição de defesa da Paz, uma condição indispensável para o progresso social, para o desenvolvimento e para a garantia dos direitos humanos.

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