jornal P4 1 30f61APESAR DE SER LEI, HÁ AUTARQUIAS QUE RESISTEM

O suplemento é um direito dos trabalhadores, mas muitas autarquias ainda não o aplicam ou fazem-no de forma inadequada. Por todo o País, os trabalhadores têm-se mobilizado, como o apoio do STAL, para exigir o seu pagamento de acordo com a lei e nos termos em que o Sindicato o defende.

O Suplemento de Penosidade e Insalubridade (SPI) é uma conquista do STAL e dos trabalhadores, direito pelo qual lutaram mais de 30 anos. Os trabalhadores têm direito ao SPI com retroactivos a 1 de Janeiro de 2021, de acordo com a Lei do Orçamento do Estado (LOE) desse ano; e a partir de Janeiro de 2022, de acordo com o Decreto-Lei 93/2021, de 9 de Novembro, que consagra o seu carácter permanente, efectivo e obrigatório.

Porém, muitas são ainda as autarquias que continuam a sonegar, ou a aplicar de forma incorrecta, o SPI, numa clara violação da lei, que defrauda as legítimas expectativas e o justo direito dos trabalhadores.

Neste quadro de incumprimento de uma lei de valor reforçado (como é o caso da LOE), a luta pela aplicação correcta do SPI tem mobilizado trabalhadores, dirigentes, delegados e activistas do STAL junto dos locais de trabalho de todo o País, o que é demonstrativo da profunda insatisfação dos trabalhados perante um direito que lhes está a ser sonegado.

Em Santarém, a luta teve um desfecho positivo, com os trabalhadores do Município a registarem uma vitória – após a greve dos trabalhadores da recolha de resíduos urbanos –, ao verem ser-lhes reconhecido o direito à retroactividade do pagamento do SPI a 1 de Janeiro de 2021.

No Porto, os trabalhadores da EMAP realizaram um plenário no dia 16 de Março, em que aprovaram uma resolução a exigir a aplicação do SPI, tendo ainda entregue ao Município um abaixo-assinado com essa revindicação.
Também em algumas câmaras do Distrito de Viseu os trabalhadores mobilizaram-se nesse sentido, como são os casos dos plenários realizados (em Fevereiro) nos municípios de Penedono, Viseu, Castro Daire e Cinfães, em que se discutiram o diploma que fixa o SPI com carácter definitivo, com fundamento no exercício de funções em condições de penosidade e insalubridade.

O mesmo sucedeu na União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa (10 de Dezembro), nos municípios de Tomar (21 de Janeiro), Coimbra (11 de Fevereiro), Almada (10 de Março), Valongo (16 de Março) e em Beja (18 de Março), cujos jardineiros exigem ser recebidos pelo executivo municipal, para entregarem um abaixo-assinado a reivindicar o reconhecimento das condições de trabalho penosas e insalubres e a consequente aplicação do SPI, à semelhança do que já sucede com outros trabalhadores da autarquia.

In Jornal do STAL n.º 122
powered by social2s
STAL denuncia “farsa negocial” do governo e...
Qui., Fev. 12, 2026
28 Fevereiro | Manif. Nacional - Abaixo o...
Seg., Fev. 09, 2026
ADSE - Representantes dos trabalhadores...
Sex., Fev. 06, 2026
É urgente apoiar os trabalhadores que não...
Sex., Fev. 06, 2026
STAL solidário com populações, famílias e...
Sex., Jan. 30, 2026
Presidenciais | O voto dos trabalhadores...
Ter., Jan. 27, 2026
TRU/Tabela salarial 2026 – Actualização...
Qua., Jan. 21, 2026
Que 2026 seja de conquistas de direitos e...
Ter., Jan. 20, 2026
Abaixo-assinado contra o "pacote laboral"...
Qua., Jan. 14, 2026
STAL reafirma a continuação da luta por...
Sex., Jan. 09, 2026
CGTP-IN condena os ataques perpetrados...
Seg., Jan. 05, 2026
Com o STAL, continuamos a resistir, a lutar...
Ter., Dez. 23, 2025
Bombeiros das AHBV exigem criação da...
Sex., Dez. 19, 2025
Bombeiros das AHBV exigem criação e...
Ter., Dez. 16, 2025
GREVE GERAL | Trabalhadores das autarquias...
Sex., Dez. 12, 2025
Greve Geral | Recolha do lixo paralisada na...
Qui., Dez. 11, 2025