O STAL exige que o governo PS, por via do Orçamento do Estado para 2023, reponha o poder de compra perdido este ano pelos trabalhadores da Administração Pública, com particular os da Administração Local, que voltaram a sofrer um agravamento brutal do custo de vida, com a inflação verificada em 2022 (em termos homólogos, atingiu os 9,1% em Julho) a cotar-se como a mais alta desde 1992, estimando-se que a taxa média anual deve situar-se, este ano, entre os 6% e os 7%. Isto, enquanto o governo PS “actualizou” os salários da Administração Pública em… 0,9%!

É urgente a adopção de medidas extraordinárias para travar a degradação das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores e das famílias, exigindo-se que, no mínimo, o aumento salarial em 2023 reponha o poder de compra perdido nos últimos anos e acompanhe o valor da inflação de 2022, com, pelo menos, 90 euros para todos.

Desde 2009 que os trabalhadores deste sector têm sido particularmente penalizados pelas políticas adoptadas pelos governos do PS e do PSD/CDS, que conduziram a salários desajustados da realidade (entre 2010 e 2021, os trabalhadores da Adm. Local perderam, em média, quase 11%) e que os coloca em grandes dificuldades e numa situação de fragilidade social.

Tirando os justos aumentos do Salário Mínimo Nacional nos últimos anos – que permitiram repor boa parte do poder de compra nos escalões salariais mais baixos da Adm. Local, cuja protecção se impunha –, na Adm. Pública, em geral, a realidade é, há mais de uma década, de degradação dos salários, destruição das carreiras e desvalorização acentuada de todas as categorias e profissões, compressão da TRU, aumento do IRS e das contribuições para a ADSE, e um sistema de avaliação (SIADAP) injusto, que bloqueia a progressão profissional. Hoje, a Adm. Pública, incluindo o sector empresarial, perdeu atractividade porque, à partida, condena a uma profunda estagnação profissional.

Face a tão grave situação, não há outra alternativa a não ser a inversão da política de empobrecimento na Adm. Pública, que, além do impacto directo na recuperação da economia, é indispensável para a valorização dos seus trabalhadores e para a tornar atractiva para os jovens.

Esta dura realidade é transversal à maioria dos trabalhadores portugueses, pelo que a resposta ao governo PS será dada, certamente, através da luta convergente por mais direitos e melhores salários, na qual o STAL participará de forma empenhada e mobilizadora, quer no âmbito da CGTP-IN quer da Frente Comum.

Recorde-se que, em 1 de Julho, o STAL promoveu uma concentração nacional em Lisboa, no âmbito da iniciativa “STAL na Rua”, onde divulgou uma “Carta Aberta” ao Governo e às Autarquias contra o empobrecimento, acção que prossegue por todo o País, junto dos órgãos autárquicos.

Como diz o sábio povo, “quem luta nem sempre ganha, quem não luta perde sempre”.

powered by social2s
Participação crescente na preparação da V...
Ter., Jul. 14, 2026
POLÍCIA MUNICIPAL | Contra-proposta do...
Qua., Jul. 08, 2026
FISCALIZAÇÃO | Contra-proposta do STAL,...
Qua., Jul. 08, 2026
A luta continua por mais direitos, melhores...
Sex., Jul. 03, 2026
STAL inaugura nova sede nacional
Ter., Jun. 30, 2026
Com o nosso forte empurrão, o “pacote...
Seg., Jun. 29, 2026
O dia é de vitória, mas a luta é para...
Sex., Jun. 19, 2026
18 JUNHO | Vamos exigir a derrota do...
Seg., Jun. 15, 2026
Recolha do lixo paralisada ao início desta...
Qua., Jun. 03, 2026
GREVE GERAL 3 JUNHO |...
Sáb., maio 30, 2026
Proposta de lei entregue no Parlamento pelo...
Sáb., maio 30, 2026
Trabalhadores das autarquias e sector...
Seg., maio 18, 2026
STAL ouvido no Parlamento sobre suplemento...
Sex., maio 15, 2026
3 JUN | Greve Geral - Derrotar o pacote...
Seg., maio 11, 2026
Portalegre | Trabalhadores exigem a...
Sex., maio 08, 2026
STAL sorteou jogos da Constituição pelos...
Sex., maio 08, 2026